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Aerial view of Mauritius coastline
Ambiente Regulatório da Maurícia

Quadro Regulatório e Jurídico da Maurícia

A Maurícia tem um dos ambientes regulatórios mais transparentes e robustos de África. Sistema jurídico híbrido com common law e civil law, reguladores independentes e estáveis.

Maurícias construiu um dos enquadramentos regulatórios mais credíveis e internacionalmente respeitados em África e na região do Oceano Índico. Tal não é acidental — governos e reguladores sucessivos priorizaram deliberadamente a qualidade regulatória, a conformidade internacional e a transparência como pilares fundacionais da estratégia do centro financeiro internacional do país. Os dois principais órgãos reguladores são a Comissão de Serviços Financeiros (FSC) e o Banco de Maurícias (BoM).

A FSC, criada ao abrigo da Lei dos Serviços Financeiros de 2007, é o regulador e supervisor independente de todos os serviços financeiros não bancários em Maurícias — incluindo o negócio global (licenciamento GBC), gestão de fundos, administração de fundos, organismos de investimento colectivo, seguros, negociação de valores mobiliários, consultoria de investimento e outros serviços financeiros. O Banco de Maurícias é o banco central e regulador prudencial do sector bancário. Em conjunto, estas instituições supervisionam um sector de serviços financeiros que contribui com aproximadamente 12 a 15% do PIB de Maurícias e emprega milhares de profissionais.

O enquadramento regulatório de Maurícias está alinhado com as normas internacionais em todos os domínios fundamentais. É conforme com as normas da OCDE em matéria de transparência e troca de informações, participa no Padrão Comum de Comunicação (CRS) e no FATCA, implementou as recomendações BEPS da OCDE, e é membro do Grupo Anti-Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESAAMLG) — aplicando as recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) sobre branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. Maurícias não consta das listas negras ou cinzentas da OCDE, da UE ou do GAFI, e foi reconhecida pelos principais organismos internacionais como uma jurisdição cooperante.

O sistema jurídico é um híbrido das tradições de common law (inglesa) e direito civil (francesa), proporcionando um ambiente jurídico familiar para empresas internacionais de ambas as tradições jurídicas. O poder judicial é independente, e o Conselho Privado de Londres serve de tribunal de última instância.

Pilares do Ambiente Regulatório

FSC — Financial Services Commission

Regulador independente para serviços financeiros, incluindo fundos, seguros e GBCs.

BOM — Bank of Mauritius

Banco central e regulador das instituições bancárias e de crédito.

MRA — Mauritius Revenue Authority

Administração fiscal e aduaneira transparente com processos modernos.

EDB — Economic Development Board

Organismo de promoção de investimento e aprovação de vistos e licenças.

SEM — Stock Exchange of Mauritius

Bolsa de valores regulada com mercados para várias categorias de emitentes.

FIU — Financial Intelligence Unit

Unidade de inteligência financeira para combate ao branqueamento de capitais.

Reputação Sólida

Não consta de nenhuma lista negra da OCDE, da UE ou do GAFI. Reconhecida de forma consistente como uma jurisdição cooperante e em conformidade. A FSC mantém um envolvimento activo com os organismos regulatórios internacionais.

Membros de Organizações Internacionais

Membro da IOSCO (Organização Internacional das Comissões de Valores Mobiliários), ESAAMLG, COMESA, SADC, da União Africana e do Fórum Global sobre Transparência e Troca de Informações.

Interação com Reguladores

1

Identificação do Regulador

Identifique qual regulador é competente para a sua atividade.

2

Pré-candidatura

Reunião prévia com o regulador para discussão informal do projeto.

3

Preparação da Candidatura

Preparação da documentação completa conforme os requisitos do regulador.

4

Submissão Formal

Submissão formal da candidatura de licença ou registo.

5

Due Diligence

Cooperação com o processo de verificação do regulador.

6

Emissão da Licença

Receção da licença e início das atividades reguladas.

Documentos Típicos para Reguladores

  • Plano de negócios detalhado
  • Estrutura de governação e organograma
  • Políticas de conformidade e AML/KYC
  • Qualificações e experiência dos gestores
  • Estrutura de capital e projeções financeiras
  • Due diligence dos acionistas e beneficiários
  • Prova de capital regulatório mínimo (se aplicável)
  • Dados do auditor e do responsável pela conformidade propostos

Frequently Asked Questions About Quadro Regulatório e Jurídico da Maurícia

A Maurícia está na lista negra da UE?

Não. A Maurícia não está na lista negra da UE e cumpre os padrões internacionais de transparência fiscal.

Qual é a reputação da Maurícia na OCDE?

A Maurícia é membro associado da OCDE e implementou os padrões mínimos BEPS.

Quanto tempo demora a obtenção de uma licença FSC?

Entre 4 a 12 semanas dependendo do tipo de licença e completude da documentação.

A Maurícia tem um ombudsman financeiro?

Sim. O Financial Services Ombudsman trata de queixas contra prestadores de serviços financeiros.

O quadro regulatório da Maurícia é estável?

Sim. A Maurícia tem um histórico de estabilidade regulatória com reformas graduais e consultas ao setor.

O poder judicial é independente em Maurícias?

Sim. Maurícias possui um poder judicial constitucionalmente independente. O Supremo Tribunal é o tribunal de mais alta hierarquia em Maurícias, sendo o Conselho Privado do Reino Unido o tribunal de última instância. Tal confere às contrapartes internacionais confiança na exequibilidade dos contratos e na imparcialidade da resolução de litígios.

As informações constantes neste website têm carácter meramente informativo e não constituem aconselhamento jurídico, fiscal ou financeiro. Cada situação é única — consulte profissionais qualificados antes de tomar qualquer decisão.